O QUE É BULLYING?

October 6, 2018

Bullying é uma palavra da língua inglesa que se refere a atitudes agressivas, sejam físicas ou verbais, que ocorrem com o objetivo de oprimir, humilhar, intimidar e maltratar, sem motivação evidente e são feitas por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.

EM INGLÊS, “BULLY” SIGNIFICA “VALENTÃO”
 

Muitas vezes, os causadores do bullying possuem uma “plateia”: outros alunos que estimulam as agressões, mesmo que indiretamente, com risadas e palavras de apoio. Essa atitude é tão errada quanto o próprio bullying!

 

 

 

Se você ou algum colega passou por uma destas situações, não tenha medo. Avise seus pais, seus professores ou outro adulto em quem você confia!

 

1)O que é Bullying

 

O bullying é um conceito específico e muito bem definido, uma vez que não se deixa confundir com outras formas de violência. Isso se justifica pelo fato de apresentar características próprias, dentre elas, talvez a mais grave, seja a propriedade de causar traumas ao psiquismo de suas vítimas e envolvidos.

Se recorrermos ao dicionário, a palavra “bully“ significa indivíduo valentão, tirano, mandão, brigão. Já a expressão “bullying” quer dizer atos de violência física e/ou moral, que ocorrem de forma intencional e repetitiva entre os pares, impossibilitando uma das partes de reagir frente as agressões sofridas. Assim, para que sejam consideradas bullying, as agressões devem apresentar quatro características:

– a intenção de autor de ferir o alvo;

– a repetição da agressão;

– a presença de um público espectador;

– a concordância do alvo com relação à ofensa

 

2)O que não é Bullying?

 

Discussões e / ou brigas pontuais e não recorrentes não são bullying. Quando ocorre uma agressão, física ou moral, e o alvo supera o motivo da agressão, reagindo ou ignorando, desmotivando a ação do autor, isso não é considerado bullying. Todo bullying é uma agressão, mas nem toda agressão é bullying.

 

3) O que leva o autor do bullying à praticá-lo?

 

Querer ser o mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, o autor do bullying sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.

 

4) Como identificar o alvo do bullying?

 

As vítimas típicas são aqueles alunos que apresentam pouca habilidade de socialização, são retraídos ou tímidos e não dispõem de recursos, status ou habilidades para reagir ou fazer cessar as condutas agressivas contra si. Geralmente apresentam aspecto físico mais frágil ou algum traço ou característica que as diferencia dos demais. Demonstram insegurança, coordenação motora pouco desenvolvida, extrema sensibilidade, passividade, submissão, baixa autoestima, dificuldade de autoafirmação e de autoexpressão, ansiedade, irritação e aspectos depressivos.

No entanto, é preciso salientar que o fato de algum aluno apresentar essas características não significa que seja ou venha a ser vítima de bullying. As vítimas escolhidas para sofrer os maus tratos dos agressores estão sempre em desvantagem no momento da agressão. Elas não reagem aos insultos e quando pensam em reagir não confiam em si mesmas e acabam sofrendo caladas. Sua autoestima pode estar tão comprometida que acreditam ser merecedoras dos maus-tratos sofridos.

As vítimas de bullying no ambiente escolar podem isolar- se ou procurar estar sempre perto de um adulto para sentirem-se protegidos. Podem faltas às aulas  e ou se desinteressar por tarefas escolares. Quando em sala de aula, mostram-se retraídas, evitando se expor ou emitir opiniões diante dos colegas para fugir de humilhações. É comum mostrarem tristeza, insegurança e ansiedade. Em casos de agressões físicas, podem ser percebidos hematomas, arranhões e roupas rasgadas. Em casa, os pais podem observar relatos de dores e outras queixas somáticas. Mudanças no sono, alterações de apetite e no humor também podem ser comuns.

 

5) Quais as consequências para o aluno que é alvo de bullying?

 

Crianças e jovens vítimas de bullying, na maioria das vezes, sofrem caladas frente ao comportamento de seus ofensores. As consequências podem ser desastrosas, desde a baixa autoestima; falta de concentração; isolamento social, distúrbios psicossomáticos; evasão escolar; esquizofrenia, suicídio ou homicídio (massacre de Columbine nos EUA e na escola de Realengo no Rio de Janeiro são alguns exemplos de vítimas que sofreram bullying e se tornaram homicidas). O rendimento escolar dos indivíduos que são vítimas do bullying pode ficar comprometido, visto que, para esses alunos o ambiente escolar já não é mais um local de estudo e sim de medo e sofrimento. A vítima pode sofrer uma série de alterações comportamentais que, se não tratadas, irão marcar sua vida para sempre.

 

6) O que é pior, o bullying com agressão física ou com agressão moral?

 

Ambas as agressões são graves e causam danos ao alvo do bullying. Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave. Entretanto, a agressão moral é muito mais difícil de identificar e por isto pode perdurar por um tempo maior causando grande danos emocionais.

 

7) O espectador de alguma forma também participa do bullying?

 

Os espectadores são os que menos sabem que fazem parte do fenômeno bullying. Eles geralmente fingem não ver as agressões e procuram se manter afastados dos agressores e das vítimas, não ajudando nenhuma das partes.Pode-se dividir as testemunhas em três grupos.

As testemunhas passivas, em geral assumem essa postura por medo absoluto de se tornarem a próxima vítima. Recebem ameaças, não concordam e até repelem as atitudes dos bullies, no entanto, ficam de mãos atadas para tomar qualquer atitude em defesa das vitimas. Nesse grupo encontram-se aqueles que, ao presenciarem cenas de violência ou que trazem embaraços aos colegas, estão propensos a sofrer as consequências psíquicas, uma vez que suas estruturas psicológicas também são frágeis.

O segundo grupo é o das testemunhas ativas, no qual incluem-se os alunos que, apesar de não participarem ativamente dos ataques contra as vítimas, manifestam apoio moral aos agressores, com risadas e palavras de incentivo. Não se envolvem diretamente, mas isso não significa, em absoluto, que deixam de se divertir com o que vêem.

Também existem as testemunhas neutras, dentre elas pode-se perceber os alunos que por uma questão sociocultural não demonstram sensibilidade pelas situações de bullying que presenciam.

Seja lá como for, os espectadores, em sua grande maioria, se omitem em face dos ataques de bullying. Vale a pena salientar que a omissão, nesses casos, também se configura em uma ação imoral e/ou criminosa, tal qual a omissão de socorro diante de uma vítima de acidente de trânsito. Esse comportamento só faz alimentar a impunidade e contribuir para o crescimento da violência por parte de quem a pratica, ajudando a fechar a ciranda perversa dos atos de bullying.

 

8) Existe diferença entre bullying praticado por meninas ou por meninos?

 

Meninos e meninas expressam sua agressividade de diferentes formas. Meninas podem ser tão agressivas quanto meninos, entretanto a expressão da agressividade apresenta variações nos gêneros. As diferenças de comportamento são fortemente influenciadas pelas expectativas culturais de cada gênero. O bullying praticado pelos meninos é caracterizado por agressões físicas e de forma muito direta: socos, chutes, empurrões, perseguição, ofensas. Uma explicação provável para isso é a própria formação biológica do sexo masculino, pois são mais fortes.

Já no universo feminino, o bullying é caracterizado por agressões sutis e indiretas, como fofocas, olhares, sussurros, manipulações das relações de amizade, exclusão, difamação, entre outras. São agressões mais difíceis de serem identificadas, pois ocorrem de forma mais velada.  As garotas raramente dizem o que as leva a fazer isso. Quem sofre não sabe o motivo e se sente culpada. Diferente dos meninos, e talvez até por uma imposição da sociedade, que caracteriza as mulheres como o sexo frágil, as meninas precisam transmitir um papel de “meiga”, “frágil”, por isso suas agressões acontecem de forma indireta e sutil.

 

9) O que fazer em sala de aula quando se identifica um caso de bullying?

 

Ao identificar uma situação em sala de aula, a intervenção deve ser imediata. O professor não pode se omitir e nem mesmo participar de um comentário ou piada em relação a um aluno. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo. O professor pode identificar os atores envolvidos na situação de bullying: autores, espectadores e alvos. Existem  brincadeiras entre colegas no ambiente escolar, porém se faz necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão.

O professor pode incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas e trabalhos didáticos como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito. Em uma primeira instância o professor deve procurar resolver a situação em sala de aula, porém ao se repetir, o caso deve ser encaminhado para a direção da escola.

A educação voltada para os valores pode contribuir com a redução do Bullying. A escola precisa distinguir uma piada aceitável de uma agressão. O professor de colocar-se no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Como eu me sentiria se fosse chamado assim? Ao perceber o bullying, o professor deve corrigir o aluno autor da agressão. E em casos de violência física, a escola deve tomar as medidas devidas, sempre envolvendo os pais.

 

10) Qual é o papel do professor em conflitos fora da sala de aula?

 

O professor tem um papel fundamental para que o bullying não faça parte do cotidiano escolar. Dentro ou fora da sala de aula, ele deve manter uma postura de educador, semeando a harmonia entre as relações. Ao identificar uma situação de bullying deverá intervir com toda a comunidade escolar.

A pior reação é o silêncio. Quem cala consente. O professor tem que denunciar, deflagrar a atitude e levar o problema para a direção da escola. Os alunos precisam saber que aquilo não é permitido. Todavia, não podemos atribuir exclusivamente ao professor a responsabilidade de prevenir e combater o bullying na sala de aula.

 

11) O professor também é alvo de bullying?

 

As brincadeiras maldosas, normalmente feitas entre alunos, acabam tendo também os professores como alvo. Características físicas e pessoais podem virar xingamentos, apelidos e comentários que, muitas vezes, são razão de desmotivação e até abandono da atividade por parte dos docentes.

Para alguns especialistas não seria possível chamar de bullying a agressão sofrida pelo professor, mesmo que carregue as mesmas características, pois consideram que o bullying só acontece entre pares.

Entretanto, os professores podem sofrer, sim, o bullying. Ele transcende a ideia de que ocorre entre pessoas que possuem o mesmo papel social, já que este tipo de agressão acontece quando há uma relação desigual de poder entre vítima e agressor. O professor é autoridade na sala de aula, mas se um aluno o ameaça ou o agride, sem que ele consiga reagir, então há um desequilíbrio de forças.

Geralmente o educador sofre bullying quando é difamado, ameaçado ou agredido fisicamente pelos alunos. Outra maneira bem comum de atacar os professores é pela internet. O cyberbullying contra o professor dá ao aluno a falsa sensação de anonimato e liberdade de expressão.

 

 

12) O que fazer para evitar o bullying?

 

Fomentar a cultura de paz e o respeito às diferenças é uma forma de prevenção a situações de violência como um todo. É fundamental a participação de professores, funcionários, pais e alunos, uma vez que a violência é um fenômeno social que não se restringe ao espaço físico da escola.

Os pais devem cuidar da autoestima de seus filhos e os professores de seus alunos, para que eles confiem em si mesmos e não se sintam-se inferiores. É preciso desenvolver projetos que visem à mudança de paradigmas, trabalhar no sentido de formar, informar, valorizar os atos de respeito ao próximo, a elevação da autoestima e do amor.

É essencial fortalecer as relações e os vínculos de afeto na escola e na família, combater comportamentos agressivos e antissociais e trabalhar a educação de forma integra entre escola e família. Não se pode pensar no envolvimento da família somente nos momentos de reuniões. Ela deve ser incluída no início, no meio e no fim do caminhar pedagógico, porque a participação da família é imprescindível na formação do indivíduo.

 

13) Como agir com alunos envolvidos em casos de bullying?

 

Sempre que um caso de bullying for identificado, o foco deve ser a recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que o aluno sentiu ao sofrer a violência. Não se pode reforçar a atuação do autor, nem humilhá-lo ou puni-lo com medidas inadequadas. A vítima precisa ser acolhida para poder manifestar seus sentimentos e deve ter sua autoestima fortalecida. Quanto ao espectador, faz-se necessário trabalhar nele a conscientização de que este tipo de comportamento não é adequado.

 

14) Como contar para os pais que você está sendo vítima de bullying?

 

Quando se está sofrendo bullying, a melhor alternativa é dividir esse sofrimento com pessoas em quem se confia, pois muitas vezes sozinho é difícil resolver a situação. Os pais, como responsáveis pela saúde e bem estar de seus filhos podem auxiliar na busca de uma solução. Relatar sobre seus medos e sentimentos no âmbito familiar alivia o sofrimento e permite aos pais encaminhar o caso para outras instâncias.  

 

15) O que é bullying virtual ou cyberbullying?

 

O Bullying virtual ou cyberbullying acontece quando as agressões ocorrem por meios eletrônicos, como e- mail, sites, blogs e redes sociais, podendo ser em forma de mensagens ameaçadoras ou difamatórias, como publicações de fotos íntimas, por exemplo , e que causam vergonha intimidação ou constrangimento à vítima.

A grande diferença do Bullying para o cyberbullying é que neste, o agressor vale-se das tecnologias para se manter no anonimato. É uma extensão dos outros tipos, mas virtualmente, o que pode ser feito através de um perfil anônimo, ou não identificável.

 

16) Na educação infantil é possível acontecer bullying?

 

Não podemos dizer que não existam casos de bullying em crianças na faixa etária da educação infantil, porém, podemos afirmar que são raros. Diante de qualquer sinal de atitude discriminatória em sala de aula, a melhor intervenção é trabalhar o respeito às diferenças.

Quando a criança vem com um comportamento de deboche e falta de respeito pelas diferenças, no momento em que entra a intervenção do adulto mostrando o quanto essa atitude é equivocada e fere o outro, o mau comportamento tende a cessar. As crianças nessa faixa etária logo compreendem e modificam sua maneira de agir. Elas estão construindo a moral e aprendendo a discernir entre o certo e o errado.

 

17) Quais são as consequências para o aluno que é alvo de bullying?

 

O bullying é uma questão de saúde pública. Cada criança pode reagir de maneira diferente, porém as reações mais comuns são tristeza, medo, ansiedade, pânico e depressão. Também podem ocorrer distúrbios na área da alimentação como anorexia ou bulimia e abuso de drogas – algo que se estende até a idade adulta.

Nem todas vítimas sofrem danos químicos ou estruturais de longo prazo em seus cérebros ou mudanças em seu comportamento, mas algumas podem carregar cicatrizes neurológicas por toda a vida.

Pesquisas do campo da neurociência estão ajudando a reformular o bullying como uma forma grave de trauma de infância. Ele pode causar mudanças a longo prazo no cérebro que levam a deficits cognitivos e emocionais tão graves quanto os danos causados pelo abuso sexual de crianças. Ser intimidado é uma experiência estressante.

O bullying pode deixar uma marca duradoura no cérebro em desenvolvimento, e a neurociência está começando a mostrar como são devastadoras e persistentes as cicatrizes que isso pode causar.

 

18) O que é cultura da paz?

 

A cultura da paz está pautada em valores humanos que precisam ser colocados em prática, a fim de passarem do estado de intenção para o exercício da ação, transformando-se concretamente em atos. Tais valores éticos, morais e estéticos nos encaminham para o despertar de expressões de amor e manifestações de respeito.

Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças e os adultos de uma compreensão dos princípios e respeito pela liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. Implica uma rejeição, individual e coletiva, da violência que tem sido parte integrante de qualquer sociedade, em seus mais variados contextos.

O que se propõe é tirar do foco a violência e trabalhar as boas práticas e a paz nas relações humanas, promovendo a disposição e a mudança de pensamento diante de situações de conflito presentes em nosso cotidiano. Convém lembrar que o conflito é um processo natural e necessário em toda sociedade humana, é uma das forças motivadoras da mudança social e um elemento criativo essencial nas relações humanas.

E é na gestão dos conflitos que reside um dos primeiros passos para começarmos a convocar a presença da paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos. O caminho é a prática do diálogo na relação entre pessoas, a postura democrática frente à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação planejada, e o movimento constante da instalação da justiça.

Tal missão estende-se às escolas, instituições e outros locais de trabalho por todo o mundo,  aos parlamentos, centros de comunicação, lares e associações.

Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento sustentado e o respeito pelos direitos humanos, reforçando as instituições democráticas, promovendo a liberdade de expressão, preservando a diversidade cultural e o ambiente.

 

19) Por que preciso falar sobre bullying com meus pais?

 

O bullying deve ser falado para pessoas em quem se confia como alternativa para aliviar a ansiedade e o medo. Os pais podem buscar ajuda profissional ou informar à escola o que está acontecendo, além de prestarem conforto e proteção ao adolescente.

 

20) No caso da escola ser omissa, como a família do estudante agredido deve agir?

 

A família deve buscar o apoio da escola como um primeiro recurso para a solução deste conflito caso esteja ocorrendo o bullying dentro do espaço escolar. Se a escola for omissa ou não manifestar nenhum movimento para resolver a situação, os pais ou responsáveis devem procurar a mantenedora para informar do ocorrido. O Conselho Tutelar também pode ser informado para auxiliar no encaminhamento de soluções.

 

21) Quando o pai ou a mãe é agressor (a) do próprio filho (a), o que a escola deve fazer?

 

Quando a escola identifica que o agressor está dentro da casa do aluno, pode-se encaminhar o caso para atendimento junto à equipe multiprofissional e /ou informar o Conselho Tutelar.

Geralmente ouvimos falar no bullying praticado nas escolas por colegas ou amigos da criança, mas esse problema pode ultrapassar as fronteiras da educação. Os pais também podem ultrapassar o limite do bom senso na hora de criticar um filho.

O bullying acontece quando uma pessoa toca no ponto fraco da outra e ativa ainda mais um defeito, ridicularizando, excluindo e fazendo com que essa outra pessoa se sinta inferior. Os pais praticam o bullying quando começam a criticar um filho repetidas vezes.

Falar palavras duras ou taxar um filho de “burro”, “mal educado” ou simplesmente “briguento”, “teimoso”, “difícil” e “agitado” pode trazer duras consequências para esse filho, que tem a tendência de reproduzir aquilo que os pais estão falando, a fim de suprir as erradas “expectativas” desses pais.

Para evitar o bullying os pais devem educar os filhos potencializando o seu melhor e neutralizando o pior. A educação deve ser baseada nas qualidades dos filhos. Se os pais elogiam e valorizam as qualidades, os defeitos acabam perdendo a força.  Ao incentivar o bom comportamento dos filhos, eles naturalmente se esforçam para conseguir mais elogios e serem bem vistos pelos pais.

A dificuldade de muitos pais está em perceber as qualidades dos filhos. Afinal, como elogiar se eles estão fazendo tudo errado? Se estão se comportando mal ou se poderiam fazer alguma atividade melhor? Isso acontece porque naturalmente olhamos mais os erros do que os acertos, mas com o tempo é possível aprender a focar mais nas qualidades. Talvez no início o esforço seja maior, mas depois a atitude se torna natural. É preciso que os pais entendam o peso das palavras sobre a formação da personalidade dos filhos. E é essencial não confundir o que os filhos fazem ou como eles agem com quem eles são.

 

22) Por que as vítimas de bullying não conseguem se defender com facilidade?

 

Principalmente por medo, pois muitas vezes recebem ameaças do agressor. As vítimas de bullying, normalmente são pessoas mais tímidas, que não conseguem enfrentar o agressor e nem pedir ajuda. Em uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (ABRAPIA),  41,6% dos alunos alvos de bullying admitiram não ter falado a ninguém sobre seu sofrimento. O silêncio só é rompido quando os alvos sentem que serão ouvidos, respeitados e valorizados.

Conscientizar as crianças e adolescentes para o fato de que o bullying é inaceitável e que não será tolerado permite o enfrentamento do problema com mais firmeza, transparência e liberdade. Alguns fatores podem justificar a dificuldade de defesa das vítimas: estar em minoria frente aos agressores; menor estatura ou força física; pouca habilidade de defesa e de auto-expressão; inabilidade em lidar com as circunstâncias estressantes e desagradáveis; pouca flexibilidade psicológica. No entanto, isso ocorre principalmente por sentirem medo de seus agressores.

O importante é que a pessoa aprenda a se relacionar com quem a aceita e tem as mesmas afinidades, porque amizades são construídas para dar amor e acolher, e não para oprimir e humilhar. Para evitar que seu filho ou aluno sofra e pratique bullying, é preciso trabalhar desde cedo valores como tolerância, paciência, respeito e amor, ingredientes que dão certo nas relações em qualquer idade da vida, em qualquer situação a que somos submetidos.

 

23) Quais são os tipos de bullying?

 

Os tipos de bullying se dividem em :

* Bullying Físico: É a violência física, como socar, chutar ou empurrar um colega repetidas vezes.

* Bullying Material: Roubar, furtar ou destruir as coisas de alguém.

* Bullying Psicológico: Perseguir, amedrontar, aterrorizar, manipular, intimidar, dominar ou chantagear uma pessoa.

* Bullying Verbal: Insultar ou xingar de forma repetitiva ou criar apelidos que humilham as pessoas.

* Bullying Social: Ignorar, isolar ou excluir um amigo do convívio social.

* Bullying Sexual: Assediar, passar a mão, induzir ou abusar de colegas.

* Bullying Virtual: Humilhar os colegas pela internet, enviar mensagens que invadem a intimidade, falsificar fotos e dados pessoais provocando constrangimento.

* Bullying Moral: Quando acontece difamação, calúnia ou quando se espalham boatos e mentiras sobre alguém.

 

24) O bullying sempre existiu ou é um fenômeno que surgiu nas escolas?

 

O bullying sempre existiu nas escolas, no entanto há pouco mais de trinta anos começou a ser estudado sob parâmetros psicossociais e científicos, recebendo a denominação específica pelo qual é conhecido atualmente em todo mundo.

 

25) Os professores também praticam bullying contra seus alunos?

 

Sim. Professores também podem praticar bullying. Nesse caso é definido como um padrão de conduta enraizado num diferencial de poder, que ameaça, fere, humilha, induz medo ou provoca considerável stress emocional nos alunos. É um abuso de poder que tende a ser crônico e geralmente expresso de forma pública, uma forma de humilhação que gera atenção por degradar um aluno na frente dos outros. Professores que agem dessa forma justificam a conduta abusiva alegando provocação por parte do alvo. Esse tipo de ameaça é invasiva e poderosa, pois diminui a aprendizagem e a capacidade dos alunos de atingirem um bom desempenho.

 

26) Bullying é crime?

 

No Brasil não existe nenhuma legislação específica a respeito do bullying. No entanto, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê, de forma clara, medidas protetivas e socioeducativas a jovens (menores de 18 anos ) que cometam atos infracionais.

Quando ocorre lesão corporal, calúnia, injúria ou difamação, os pais ou responsáveis pela vítima devem registrar o fato em uma delegacia de polícia, através de Boletim de Ocorrência. Nos casos mais graves, o Conselho Tutelar deverá ser informado.

 

 

 

 

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