14 MÚSICAS INESQUECÍVEIS EM HOMENAGEM AO FUTEBOL

“Esse joga por música.” Tão usado para craques como Neymar, Messi e James Rodríguez, o velho ditado não está aí por acaso: futebol é gingado, ritmo, criatividade.

Pois no país do futebol, o que não falta é música em homenagem ao esporte bretão. Versos e acordes que, de uma forma ou outra, traduzem em canção a dança dos jogadores dentro das quatro linhas.

Há os clássicos de Jorge Ben, de Chico Buarque e até os mais recentes como o do Skank, já tão entoados de norte a sul do país.

Mas há também aquelas pérolas nem tão populares assim, que narram boa parte da história escrita com a bola nos pés.

Para você entrar no clima da seleção, selecionamos 8 músicas inesquecíveis que homenageiam o futebol.

Dê o play e bora torcer, hombre.

Aqui É o País do Futebol – Wilson Simonal

Com versos como “o Brasil está vazio na tarde de domingo, né?”, essa música é uma das maiores homenagens ao futebol – e, especialmente, a um dos maiores craques já surgidos em Minas Gerais: Tostão.

Foi escrita pela dupla do Clube da Esquina, Milton Nascimento e Fernando Brant, mas ganhou fama mesmo na voz de Wilson Simonal.

Replay – Trio Esperança

Com versos como “o Brasil está vazio na tarde de domingo, né?”, essa música é uma das maiores homenagens ao futebol – e, especialmente, a um dos maiores craques já surgidos em Minas Gerais: Tostão.

Foi escrita pela dupla do Clube da Esquina, Milton Nascimento e Fernando Brant, mas ganhou fama mesmo na voz de Wilson Simonal.

Replay – Trio Esperança

Foi inspirado nas cobranças de falta de Paulo César Caju com a camisa do Flamengo que o Trio Esperança compôs “Replay” Formado pelos irmãos Mário, Regina e Evinha, o grupo lançou a música em 1974 – e, apesar de não ser lá tão popular, roda ainda hoje em transmissões pelo país. Se você costumava ouvir jogos nas rádios, com certeza vai reconhecer o refrão.

Ponta de Lança Africano (Umbabarauma) – Jorge Ben

Não há como falar em músicas sobre futebol e não lembrar de Jorge Ben. O cara nunca negou que sonhava em ser jogador de futebol (e ele chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo), embora tenha caído na música. Mesmo assim, compôs diversas odes à bola. Aliás, o nosso homem gol da atualidade tá precisando ouvir “Umbabarauma”, porque anda numa fase…

Futebol e Mulher – Eddie

“É assim que ela é, metade futebol, metade mulher.” Em um só verso, a banda pernambucana Eddie conseguiu resumir o que todo homem deve sonhar a respeito do ser com que se relaciona.

Um a Zero – Pixinguinha

Apesar de instrumental, “Um a Zero” é uma das primeiras manifestações musicais em homenagem ao futebol. Foi composta por Pixinguinha para comemorar a primeira grande conquista da seleção brasileira: o Sul-Americano de 1919. Se você costuma assistir Bate-Bola na ESPN vai reconhecer a ótima melodia. O nome remete à partida decisiva contra o Uruguai que terminou com o placar de 1-0 (gol de Friedenreich).

O Futebol – Chico Buarque

O Futebol – Chico Buarque

 

Chico é tão futebólatra que tem um campo de dimensões oficiais em sua casa no Recreio dos Bandeirantes, no Rio. Neste outro verdadeiro clássico músico-futebolístico, ele chega a cantar uma tabela imaginária entre Didi, Garrincha, Pagão, Pelé e Canhoteiro.

Camisa Dez – Hélio Matheus e Luís Vagner

Depois da Copa de 70, normal que o Brasil caísse na real até se acostumar que não é toda hora que nasce uma seleção com toda aquela bola. Pois, Hélio Matheus e Luís Vagner pescaram o momento e escreveram essa espirituosa canção que cutuca o então técnico Zagallo, brinca com a falta de entrosamento de Palhinha e, claro, pede por um substituto ao Rei, que se aposentou da seleção um ano após o tri.

Beto Bom de Bola – Sérgio Ricardo

Beto Bom de Bola – Sérgio Ricardo

Sérgio Ricardo foi vaiado ao cantar “Beto Bom de Bola” no festival da Record de 1967. Ficou tão nervoso que quebrou o violão e o atirou contra a plateia. Polêmicas à parte, é uma das mais belas homenagens a Garrincha, o Anjo das Pernas Tortas. Você pode ouvir a música gravada em estúdio aqui. E aqui lê-se o desabafo do cantor após mais de 20 anos num trecho de seu livro “Quem Quebrou Meu Violão”.

É Uma Partida de Futebol – Skank

A letra da música é do são paulino Nando Reis e a música ficou a cargo dos mineiros do Skank, grupo que se divide entre Atlético e Cruzeiro. Em 1997 a canção ganhou o prêmio de Escolha da Audiência, de Clipe Pop e de Edição no MTV Video Music Brasil.

Meio de Campo – Elis Regina

A música de Gilberto Gil ganhou corpo na voz da gaúcha Elis Regina e faz parte do álbum Elis, de 1973. Gil a compôs em homenagem ao jogador Afonsinho, um dos primeiros a reivindicar melhores condições de trabalho aos futebolistas.

Toco e Me Voy – Bersuit Vergarabat

Com essa música, o grupo argentino Bersuit Vergarabat foi quem melhor traduziu em música o famoso tiki-taka do Barça – entre os hermanos, popularmente chamado de “toco e me voy”.

Ally’s Tartan Army – Andy Cameron

Surreal, cômica e um verdadeiro clássico futebolístico. Cameron escreveu a música pensando na participação da Escócia na Copa de 78 – colocou sua seleção como o melhor time, no embalo da vitória. O povo abraçou a ideia, levou na brincadeira e a coisa pegou.

You Will Never Walk Alone – Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II

“You’ll Never Walk Alone” virou hino de diversas torcidas mundo afora, mas ninguém promove um espetáculo tão sensacional quanto os torcedores do Liverpool. O título da canção chegou a ser gravado nos portões do estádio Anfield Road.

A Taça do Mundo é Nossa – Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Victor Dagô e Lauro Muller

A mãe de todas, “A Taça do Mundo é Nossa” foi criada para comemorar o primeiro título da Seleção canarinho em Copas do Mundo (em 1958, na Suécia). Será que vai ser repetida este ano?

Hors concours: Fio Maravilha – Jorge Ben

Qualquer lista com músicas de futebol sem a presença de “Fio Maravilha” é aleijada. Jorge Ben escreveu a letra inspirado em João Batista de Sales, um atacante rubro-negro meio desajeitado, pouco glamouroso, mas que aparecia em momentos importantes e ganhou a torcida. A música em sua homenagem virou um clássico. Mas por questões jurídicas, Jorge Ben teve de mudar o título para “Filho Maravilha” depois.

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